Blog

  • RAG com Supabase e n8n. Agente de IA (Atendimento RH)

    RAG com Supabase e n8n. Agente de IA (Atendimento RH)

    Objetivo

    O objetivo deste artigo é apresentar o desenvolvimento e a implementação de um agente inteligente de onboarding para Recursos Humanos, utilizando a técnica de RAG (Retrieval-Augmented Generation) para garantir respostas precisas e fundamentadas nos documentos internos da empresa. A solução proposta integra o Supabase como um banco de dados vetorial escalável para o armazenamento e recuperação de conhecimentos, e o n8n como a camada de orquestração de fluxo de trabalho (workflow), demonstrando como a união dessas tecnologias permite automatizar a integração de novos colaboradores de forma personalizada, eficiente e segura

    Pré-requisitos:

    Para que possamos seguir com esse roteiro de criação de um agente simples que utiliza o RAG para obter informações especifica da sua organização precisamos de uma conta no n8n e no supabase

    1. Cria sua conta no n8n: Post da ValueHub explicando como criar uma conta, caso ainda não tenha criado.
    2. Crie sua conta no supabase: Post da valuehub explicando como criar uma conta no supabase

    Para que possa nivelar o seu conhecimento em relação a técnica de RAG, vou deixar um artigo para que você possa entender entender os fundamentos dessa técnica. Post da ValueHub

    Configurando o Supabase

    • Dentro do projeto em que iremos criar o banco vetorial, selecione a funcionalidade do “SQL Editor” na parte esqueda da tela, conforme imagem abaixo:
    • Execute o script na tela do “SQL Editor”

    -- Habilita  a extensao pgvector para trabalhar com embedding vectors
    CREATE EXTENSION IF NOT EXISTS vector;
    
    -- Cria a tabela para armazenar os documentos
    -- Pode mudar o nome da tabla para sua necessidade, só lembrar de substituir todos os itens da função para o mesmo nome
    create table if not exists documents(
      id bigserial primary key,
      content text, -- corresponds to Document.pageContent
      metadata jsonb, -- corresponds to Document.metadata
      embedding vector(1536) -- 1536 works for OpenAI embeddings, Altere se necessario
    );
    
    -- Create a function to search for documents
    create function match_documents (
      query_embedding vector(1536),
      match_count int default null,
      filter jsonb DEFAULT '{}'
    ) returns table (
      id bigint,
      content text,
      metadata jsonb,
      similarity float
    )
    language plpgsql
    as $$
    #variable_conflict use_column
    begin
      return query
      select
        id,
        content,
        metadata,
        1 - (documents.embedding <=> query_embedding) as similarity
      from documents
      where metadata @> filter
      order by documents.embedding <=> query_embedding
      limit match_count;
    end;
    $$;
    

    Esse script cria todo setup necessário para funcionar a base vetorial no supabase

    Criando o Agente “Meu Onboarding RH”

    “Meu Onboarding RH” é um agente de inteligência artificial projetado para transformar a jornada de integração de novos talentos. Através da tecnologia RAG, ele atua como um assistente consultivo 24/7, capaz de sanar dúvidas sobre benefícios consultando instantaneamente os manuais da empresa para fornecer respostas precisas e contextualizadas.

    Iremos separa a criação do agente em duas etapas. A primeira etapa será a parte de ingestão dos docuemntos e a segunda parte o agente consultando a base de conhecimento para dar as respostas corretas.

    Criando a ingestão de documentos no supabase

    1. Passo: Gatilho de Formulário (On form submission)
      • Adicione o nó n8n Form Trigger.
      • Configure o “Form Title” como “INGESTÃO DE DOCUMENTOS”.
      • Em Fields, adicione um campo:
        • Field Name: “Faça o upload dos seus dados para testar o RAG.”
        • Field Element Type: File.
        • Accept File Types: .pdf.
    2. Passo: O Coração do Fluxo (Supabase Vector Store)
      • Adicione o nó Supabase Vector Store.
      • No campo Action, selecione Insert Documents.
      • Credential to connect with: Conecte sua API do Supabase.
      • Table Name: Digite o nome da tabela criada no Supabase .
      • Importante: Este nó possui duas “entradas” na parte inferior que precisam ser preenchidas pelos nós dos passos seguintes. “Embedding” e “Document”
    3. Passo: Configurar Embeddings
      • Clique no conector circular de entrada chamado Embedding (embaixo do nó Supabase) e procure por Embeddings OpenAI.
      • Credentials: Insira sua OpenAI API Key.
      • O modelo padrão geralmente é o text-embedding-3-small ou text-embedding-ada-002.
    4. Passo: Carregar o Arquivo (Default Data Loader)
      • Clique no conector circular de entrada chamado Document (embaixo do nó Supabase) e adicione o nó Default Data Loader.
      • Em Data Type, selecione Binary (pois o arquivo vem do formulário).

    Figura: Ingestão de documentos no n8n

    Figura: Supabase Base vetorial.

    Criando o agente “Meu Onboarding RH”

    1. Passo: Configuração do Trigger de Interface. O fluxo inicia com o nó “When chat message received”.
      • Tipo: chatTrigger.
      • Objetivo: Capturar a entrada do usuário através de uma interface de chat e iniciar a execução do workflow.
    2. Passo: Conectar o nó de “Agent AI”
      • Adicine uma opção “Options” de “System Message”, para adicionar o prompt de sistemas.
      • Elementos sugeridos para o prompt de sistemas
        • MISSÃO
        • PERSONA & TOM
        • REGRAS & RESTRIÇÕES
        • CONTEXTO & FERRAMENTAS
        • FOMATO DA SAÍDA
    3. Passo: Definição do Modelo de Linguagem (Cérebro)
      • Conecte o nó “OpenAI Chat Model” à entrada Chat Model do agente.
      • Configuração: Utiliza o modelo gpt-4.1-mini ou modelo de sua preferência para processar as solicitações.
      • Credenciais: Requer uma API Key da OpenAI configurada no n8n.
    4. Passo: Implementação da Base de Conhecimento (Ferramenta de Busca)
      • Conector de Vetores: Utilize o nó “Supabase Vector Store ” conectado à entrada Tool do agente.
      • Parametros do “Supabase Vector Store
        • Credential to connect with (Sua credencial do Supabase)
        • Operation Mode (Retrieve Documents (As Tool for AI Agent))
        • Description (Prompt para identificar o objetivo do Vector Store exemplo: “buscar informações na base de conhecimento de benefícios do RH”
        • Table Name (A tabela criada na etapa de configuração do Supa base vector) é aonde será recuperado as informações
      • Configurar Embeddings
        • clique no conector circular de entrada chamado Embedding (embaixo do nó Supabase) e procure por Embeddings OpenAI.
        • Credentials: Insira sua OpenAI API Key.
        • O modelo padrão geralmente é o text-embedding-3-small ou text-embedding-ada-002.

    Figura: Supabase Base vetorial.

    O Agente está pronto para Ser utilizado

    Conclusão

    A construção deste agente no n8n representa uma solução avançada de IA Generativa aplicada ao RH, integrando o processamento de linguagem natural do modelo GPT-4 com a precisão técnica da arquitetura RAG (Retrieval-Augmented Generation). Ao conectar o nó central do Agente a uma base de conhecimento vetorial no Supabase, o sistema deixa de ser um chat genérico para se tornar um especialista em benefícios capaz de fornecer respostas fidedignas, seguras e contextualizadas para novos colaboradores. Em utilização, o agente atua como um facilitador de onboarding, reduzindo a carga operacional do Departamento Pessoal e garantindo que o colaborador receba informações estruturadas em tópicos, com destaques em termos cruciais e orientações claras para adesão, tudo isso sob rígidas regras de privacidade e fidelidade aos dados da empresa.

    Referências:

    Autor: Daniel J. F. Nunes https://www.linkedin.com/in/danieljfnunes

    SUPABASE. LangChain: Vector Search with Supabase. In: Supabase Documentation. Disponível em: https://supabase.com/docs/guides/ai/langchain?database-method=sql. Acesso em: 5 jan. 2026.

    LANGCHAIN. Supabase: Vector Store Integration. In: LangChain Documentation. Disponível em: https://docs.langchain.com/oss/javascript/integrations/vectorstores/supabase. Acesso em: 5 jan. 2026.

    COPPINGER, Greg. OpenAI Embeddings and Vector Search in PostgreSQL with pgvector. Supabase Blog, 2023. Disponível em: https://supabase.com/blog/openai-embeddings-postgres-vector. Acesso em: 5 jan. 2026.

    ANTHROPIC. Contextual Retrieval. Anthropic Engineering Blog, 2024. Disponível em: https://www.anthropic.com/engineering/contextual-retrieval. Acesso em: 5 jan. 2026.


    Conheça a formação de Gestor de Agentes de IA para negócios


  • O que é RAG (Geração aumentada por Recuperação)?

    O que é RAG (Geração aumentada por Recuperação)?

    O que é RAG?

    O RAG (Geração Aumentada por Recuperação) é uma técnica que transforma a maneira como as Inteligências Artificiais operam, permitindo que modelos como o Gemini ou GPT consultem fontes externas e confiáveis antes de formularem uma resposta. Para entender seu impacto, imagine a IA como um estudante brilhante que, apesar do vasto conhecimento, parou de ler as notícias há um ano. Sem o RAG, esse estudante pode “alucinar” ou errar ao ser questionado sobre fatos recentes; com o RAG, ele ganha acesso imediato a uma biblioteca atualizada, pesquisando informações em tempo real antes de responder.

    Embora os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) sejam motores de processamento massivos treinados em volumes gigantescos de dados, eles possuem uma base de conhecimento estática. Em cenários corporativos, onde o sigilo e a atualização constante são cruciais, o uso do RAG torna-se fundamental. Em vez de investir em retreinamentos caros e complexos, essa abordagem integra as bases de conhecimento internas da organização diretamente ao fluxo de trabalho da IA. O resultado é uma solução de alto custo-benefício que entrega saídas precisas, seguras e contextualmente relevantes para o negócio.

    Por que o RAG é importante?

    O RAG tornou-se o padrão ouro na implementação de IA generativa porque resolve as limitações fundamentais dos modelos de linguagem puro (os LLMs). Sem ele, uma IA é como um especialista que confia apenas na memória de longo prazo; com o RAG, ela se torna um especialista com um computador conectado à internet e aos arquivos da sua empresa.

    Aqui estão os três pilares que explicam sua importância:

    1 – Combate às “Alucinações”

    Os LLMs são treinados para prever a próxima palavra mais provável, e não necessariamente para dizer a verdade factual. Quando não sabem uma resposta, eles podem inventar informações que parecem convincentes (alucinações).

    Com RAG: A IA é obrigada a basear sua resposta em um documento específico que o sistema recuperou. Se a informação não estiver lá, ela pode dizer “não encontrei”, em vez de inventar.

    2 – Dados em Tempo Real e Privados

    O treinamento de uma LLM custa milhões de dólares e leva meses. Isso significa que o conhecimento dele tem uma “data de validade”.

    Atualização instantânea: Se a sua empresa mudar uma regra interna hoje, basta atualizar o documento na base de dados. O RAG lerá a versão nova imediatamente, sem que você precise treinar a IA novamente.

    Conhecimento proprietário: Permite que a IA responda sobre seus relatórios de vendas, contratos ou manuais técnicos sem que esses dados sensíveis precisem ser enviados para o treinamento público do modelo.

    3 – Custo-Benefício e Escalabilidade

    Treinar ou fazer o “ajuste fino” (fine-tuning) de um modelo é um processo técnico caro e demorado.

    Eficiência: O RAG é muito mais barato. Você mantém o modelo “de prateleira” e apenas gerencia uma base de dados (geralmente uma Vector Database). Isso permite que pequenas e médias empresas criem assistentes poderosos com baixo investimento.

    Origem do RAG

    O termo e a arquitetura específica do RAG foram formalizados no artigo “Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks”, publicado por pesquisadores do Facebook AI Research (FAIR), University College London (UCL) e New York University. O autor principal, Patrick Lewis, é frequentemente creditado como o inventor da técnica.

    O Desafio: Naquele período, modelos como o BART e o GPT-2 já demonstravam fluência na escrita, porém apresentavam limitações críticas em tarefas de “conhecimento intensivo”. A dificuldade residia em acessar fatos precisos e manipular dados específicos, o que frequentemente resultava em alucinações.

    A Abordagem: Para superar essa barreira, a pesquisa mudou o paradigma: em vez de sobrecarregar a memória paramétrica (o conhecimento fixo no peso do modelo), os cientistas introduziram uma memória não-paramétrica. Essa solução funciona como um repositório externo de consulta, permitindo que a IA busque informações em tempo real antes de gerar qualquer resposta.

    Como Funciona

    O funcionamento do RAG pode ser comparado a um processo de “pesquisa de campo” em tempo real. Em vez de a IA responder apenas com o que “decorou”, ela segue um fluxo de trabalho estruturado para buscar, ler e sintetizar informações novas.

    O processo divide-se em duas fases principais: a Preparação dos Dados ou Ingestão (que acontece antes da pergunta) e o Ciclo de Execução (que acontece no momento da pergunta)

    1Preparação dos Dados (Indexação ou Ingestão)
    Antes de o sistema estar pronto, seus documentos (PDFs, sites, manuais) precisam ser “traduzidos” para uma linguagem que a máquina entenda:

    Segmentação (Chunking): Documentos longos são divididos em pequenos trechos (ex: parágrafos de 500 caracteres).

    Embeddings: Cada trecho é convertido em um vetor (uma lista de números que representa o significado semântico daquele texto).

    Banco de Dados Vetorial: Esses vetores são armazenados em um banco especializado, criando um “mapa de significados”.

    2 – Ciclo de Execução (O passo a passo da resposta)
    Quando você faz uma pergunta, o sistema executa quatro etapas instantâneas:

      Recuperação (Retrieval): O sistema transforma a sua pergunta em um vetor e procura no Banco de Dados Vetorial quais trechos de documentos são numericamente mais “próximos” ou parecidos com a sua dúvida.

      Aumento (Augmentation): Os trechos encontrados são anexados à sua pergunta original. O sistema cria um “super-prompt” que diz à IA: “Aqui está a pergunta do usuário e aqui estão os fatos reais que encontrei. Use esses fatos para responder”.

      Geração (Generation): O LLM (como o Gemini) lê esse conjunto de informações e redige uma resposta fluida e natural.

      Citação (Opcional, mas comum): O sistema pode indicar exatamente de qual documento ou página retirou aquela informação, permitindo a verificação humana.

      Conclusão

      O RAG prova que a inteligência de um modelo não precisa estar limitada ao seu treinamento inicial. Ao oferecer à IA uma ‘biblioteca’ para consulta em tempo real, democratizamos o acesso a assistentes altamente especializados e precisos, sem os custos exorbitantes de retreinamentos constantes. O futuro da interação homem-máquina será construído sobre essa base: modelos que não apenas falam com fluidez, mas que fundamentam cada palavra em fatos concretos e dados de confiança.

      Referências:

      LEWIS, Patrick et al. Retrieval-augmented generation for knowledge-intensive NLP tasks. In: CONFERENCE ON NEURAL INFORMATION PROCESSING SYSTEMS (NeurIPS), 33., 2020, Vancouver. Proceedings […]. Vancouver: Curran Associates, Inc., 2020. Disponível em: https://arxiv.org/abs/2005.11401. Acesso em: 19 dez. 2025.


      Conheça a formação de Gestor de Agentes de IA para negócios


    1. O que é MCP (Model Context Protocol)?

      O que é MCP (Model Context Protocol)?

      O que é MCP (Model Context Protocol)?

      É um padrão aberto criado pela Anthropic (proposto em novembro de 2024) para conectar modelos de IA (como o Claude, Gemini ou ChatGPT) a fontes de dados e ferramentas externas de forma padronizada.

      O MCP atua como um “conector universal”, que podemos comparar com um cabo USB-C. Em vez de programar uma integração específica para cada ferramenta, Slack, Google Drive, bancos de dados, os desenvolvedores usam o MCP para que a IA possa “ler” e “usar” esses sistemas automaticamente.

      Figura 1: Diagrama simplificado da arquitetura do Model Context Protocol. Fonte: ModelContextProtocol.io.

      Quai problemas o MCP Resolve?

      O Model Context Protocol (MCP) atua como um tradutor universal, resolvendo cinco problemas críticos que limitavam o potencial das IAs:

      O MCP acaba com a necessidade de criar integrações personalizadas para cada ferramenta. Antes, cada aplicação de IA exigia um código único para se conectar ao Slack ou GitHub; agora, um único servidor MCP funciona em qualquer modelo compatível, como se fosse um padrão USB-C para dados.

      Figura 2: Representação da analogia do padrão USB-C pra o MCP

      Ele resolve o isolamento das IAs, que antes dependiam apenas de informações estáticas do seu treinamento. Com o protocolo, o modelo ganha acesso em tempo real a arquivos locais, bancos de dados e ferramentas de busca, eliminando a necessidade de copiar e colar textos manualmente no chat.

      O protocolo mitiga riscos de privacidade ao permitir que a IA interaja com dados sensíveis sem que eles precisem ser enviados para a nuvem para treinamento. O controle permanece no servidor local, e a IA acessa apenas o contexto estritamente necessário para realizar a tarefa solicitada.

      Ele substitui prompts gigantescos e ineficientes por chamadas de ferramentas (tools) diretas. Em vez de consumir milhares de tokens tentando explicar um contexto, a IA utiliza o MCP para consultar informações específicas de forma cirúrgica, tornando o processo mais rápido e barato.

      Por fim, o MCP resolve a barreira de entrada para desenvolvedores. Ele simplifica a criação de agentes autônomos complexos, permitindo que uma IA não apenas “fale” sobre um problema, mas execute ações reais, como editar códigos no VS Code ou consultar métricas em um servidor SQL de forma padronizada.

      A Arquitetura MCP: Conectando a Inteligência à Ação

      Para entender como o Model Context Protocol (MCP) funciona, imagine uma tomada universal. Antigamente, cada aparelho precisava de um adaptador diferente para se conectar à energia. O MCP é o padrão que permite que qualquer “cérebro” de Inteligência Artificial se conecte instantaneamente a qualquer “ferramenta” de dados da sua empresa, sem a necessidade de criar integrações complexas e caras do zero toda vez.

      A arquitetura do MCP é composta por três pilares fundamentais que garantem que essa comunicação seja fluida, segura e escalável:

      1. O Host (O Ambiente de Trabalho)
        O Host é a porta de entrada, o aplicativo onde o usuário interage com a IA. Pode ser o Claude Desktop no seu computador, uma ferramenta de programação (IDE) ou um assistente de IA personalizado da sua empresa. É aqui que o problema é apresentado e onde a solução final é entregue ao usuário.

      1. O Cliente MCP (O Tradutor Inteligente)
        Pense no Cliente como um intérprete altamente qualificado. Ele vive dentro do Host e sua única função é garantir que o modelo de IA e os sistemas externos falem a mesma língua.
        • Ele entende o que a IA precisa (ex: “Busque os dados de vendas de ontem”).
        • Ele traduz esse pedido para o formato correto do protocolo.
        • Ele gerencia as permissões de segurança, garantindo que a IA só acesse o que o usuário permitiu.

      1. O Servidor MCP (O Conector de Dados)
        O Servidor é o que dá “poderes” à IA. Ele funciona como um conector leve que “encapsula” seus sistemas atuais (como seu banco de dados, Google Drive ou Slack) e os apresenta para a IA de forma organizada.
        • Segurança: O servidor oculta a complexidade técnica do sistema original, expondo apenas as informações necessárias.
        • Versatilidade: Se você mudar de banco de dados, basta atualizar o Servidor MCP, e todas as suas IAs continuarão funcionando sem interrupção.

      Por que isso importa para o seu negócio?
      A grande inovação aqui não é apenas técnica, mas operacional.

      Com essa arquitetura:

      • Fim dos Silos de Informação: Seus dados deixam de estar “presos” em sistemas legados e passam a ser contextualmente úteis para a IA.
      • Redução de Custos: Em vez de construir 10 integrações diferentes para 10 ferramentas de IA, você constrói uma única vez seguindo o padrão MCP.
      • Agilidade: Novos dados ou ferramentas podem ser plugados ao ecossistema da empresa em minutos, não semanas.

      O MCP transforma a Inteligência Artificial de um “observador” em um “executor”, permitindo que ela acesse informações em tempo real e utilize as ferramentas da sua empresa de forma padronizada e segura.

      O MCP na Prática: O Caso da “Análise de Satisfação em Tempo Real”

      Imagine que o Diretor Comercial de uma empresa deseja entender por que um cliente importante reduziu suas compras. Sem o MCP, ele teria que pedir relatórios para o TI ou abrir cinco abas diferentes no navegador. Com o MCP, a IA faz o trabalho pesado conectando-se aos sistemas da empresa:

      O Cenário

      O gestor pergunta para a IA: “Analise o caso da conta ‘Empresa X’. Por que o volume de pedidos caiu e o que podemos oferecer para recuperá-los?”

      A Orquestração dos Componentes:

      • O Host (Interface): O gestor digita a pergunta no chat da empresa.
      • O Cliente MCP: Identifica que, para responder, a IA precisará acessar dados reais. Ele “chama” os servidores específicos.

      Os Servidores MCP (Os Conectores):

      • Servidor SQL: A IA busca o histórico de vendas dos últimos 6 meses.
      • Servidor Salesforce/CRM: A IA lê as últimas anotações das reuniões do vendedor.
      • Servidor Zendesk: A IA verifica se houve reclamações técnicas ou tickets de suporte abertos.
      • Servidor Slack: A IA consulta as conversas internas da equipe sobre esse cliente.

      O Resultado Final (A Resposta da IA):

      Identifiquei que a Empresa X reduziu os pedidos porque teve três problemas críticos no suporte técnico em outubro (visto no Zendesk). Além disso, o consultor mencionou no Slack que eles estão expandindo para o Nordeste.

      Recomendação: Ofereça um desconto no novo frete para essa região e agende uma conversa para apresentar nossa nova solução de logística. Quer que eu prepare o rascunho do e-mail?

      Conclusão

      Em resumo, o Model Context Protocol representa um marco na evolução da inteligência artificial ao transformar modelos isolados em sistemas integrados e capazes de agir sobre o mundo real. Ao estabelecer um padrão universal de conectividade, ele não apenas reduz drasticamente a complexidade técnica para desenvolvedores, mas também inaugura uma era de IA utilitária, onde a segurança e a eficiência no acesso aos dados são prioridades. O MCP é, portanto, o alicerce para uma nova geração de agentes inteligentes que não apenas conversam, mas operam ferramentas e sistemas de forma fluida e orquestrada.

      Referências:

      Autor: Daniel J. F. Nunes https://www.linkedin.com/in/danieljfnunes

      MODEL CONTEXT PROTOCOL. MCP Simple Diagram. Disponível em: https://mintcdn.com/mcp/bEUxYpZqie0DsluH/images/mcp-simple-diagram.png. Acesso em: 01 Maio 2025.

      MODEL CONTEXT PROTOCOL. Introduction. [S. l.], 2024. Disponível em: https://modelcontextprotocol.io/docs/getting-started/intro. Acesso em: 01 Maio 2025.

      ANTHROPIC. Introducing the Model Context Protocol. [S. l.], 25 nov. 2024. Disponível em: https://www.anthropic.com/news/model-context-protocol. Acesso em: 01 Maio 2025.

      GOOGLE CLOUD. O que é o Model Context Protocol (MCP)? [S. l.], 2024. Disponível em: https://cloud.google.com/discover/what-is-model-context-protocol?hl=pt-BR. Acesso em: 6 jan. 2026.


      Conheça a formação de Gestor de Agentes de IA para negócios

    2. Happiness Door – Obtendo Feedback de forma rápida e Transparente

      Happiness Door – Obtendo Feedback de forma rápida e Transparente

      Assim que uma pessoa se propõem a participar de um workshop ou treinamento, elas investem tempo, dinheiro ou ambos.  Então como facilitador destes eventos, tenho a obrigação de entender e aperfeiçoar a relação dos participantes com toda a estrutura e conteúdo oferecido. Para descobrir se estamos no caminho certo e quais ajustes precisam ser feitos, a obtenção do feedback é indispensável.

      O que é feedback?

      Feedback é um processo de alimentação que ocorre através do fornecimento de informações para o ajuste de desempenho, oriunda de uma análise baseada no senso crítico e não no senso comum.

      Desta maneira, feedback não é uma opinião que expresse um sentimento ou emoção, mas sim um retorno que alimenta (validando ou invalidando) um dado comportamento ou realização com base em parâmetros claros, objetivos e verificáveis.

      Qual ferramenta usar para coletar o feedback?

      Estávamos em busca de uma ferramenta que promovesse a integração do time e que nos desse um feedback sobre o treinamento de forma rápida, pois os formulários de avaliação quase nunca são preenchidos e quando preenchidos não eram rápidos o bastante para que as melhorias fossem implantadas no curso do treinamento.

      Pesquisando ferramentas e práticas que pudessem resolver o nosso problema, encontramos a “Porta da Felicidade”.

      A “Porta da Felicidade” é uma prática criada por Jurgen Appelo. É uma mistura do “Mural de Feedback” com o “Índice de Felicidade”.

      Mural de Feedback -> Os participantes simplesmente colavam anotações e colavam no quadro.

      Índice de Felicidade-> Sugere que as pessoas indiquem sua própria felicidade em um contexto em uma escala de 1 a 5.

      Porta da Felicidade = Mural de Feedback + Índice de Felicidade 

      Vídeo do Jurgem Appelo explicando sobre a “Porta da Felicidade”

      Utilizando a “Porta da felicidade” para obtenção de feedback em treinamento.

      • Criamos um mural com 3 estágios, aonde indicamos o nível de felicidade do participante.
      • Os estágios são representados por figuras: 1) Sol, indicando felicidade 2) Sol com nuvens, indicando uma posição neutra 3) Sem sol e com muita chuva, indicando insatisfação.
      • Solicitamos para que todos os participantes ao saírem da sala, façam uma anotação em um post it sobre a sua felicidade com o que está acontecendo no treinamento.
      • O que os participantes vão colocar na anotação é live, podem colar até um papel vazio, mas não podem sair da sala sem colar um post it na porta.

      Conclusão

      Para mim, o feedback é extremamente valioso para me tornar um melhor facilitador e atingir as expectativas dos participantes. Além disso, coloca uma pressão positiva em mim para fornecer um treinamento valioso e investir uma quantidade significativa de tempo na preparação.

      Utilizando a “Porta da Felicidade” consigo corrigir alguns pontos ainda no decorrer do treinamento, aumentando as expectativas dos participantes.

      Compartilhem e Deixem o seu comentário.

      Meu nome é Daniel J. F. Nunes e a ideia é compartilhar.

      Referências:

    3. kudo Card e Kudo Box

      kudo Card e Kudo Box

      kudo Card e Kudo Box – Além da Motivação Financeira

      kudo Card e Kudo Box – Além da Motivação Financeira, vamos falar sobre como uma ferramenta simples e prática pode ser utilizada para aumentar a motivação e o engajamento do time.

      Para Isso vamos iniciar com algumas definições:

      O que é Motivação

      Afinal o que é motivação ? Ser feliz ? Enxergar o mundo com outros olhos?  Conquistar resultados?  Superar obstáculos?  Ser persistente ?  Acreditar nos seus sonhos? É o quê ?

      Motivação são aquelas coisas que incentivam pessoas a realizar determinadas ações e a persistir nelas, até alcançar os seus objetivos. Por outras palavras, é o impulso interno que leva à ação.

      Sem a motivação, o indivíduo não consegue se sentir disposto nem para as pequenas tarefas do dia a dia. A motivação pode estar relacionada a fatores internos – como as emoções, por exemplo, ou externos – como as relações no ambiente de trabalho.

      O que é Motivação Intrínseca e Motivação Extrínseca

      Entenda qual é a diferença entre a motivação intrínseca e extrínseca:

      A motivação intrínseca – também conhecida como motivação interna – está relacionada à força interior, capaz de se manter ativa mesmo diante da adversidade. É a motivação gerada por necessidades e motivos pessoais.

      A motivação extrínseca – também conhecida como motivação externa – está relacionada ao ambiente, às situações e aos fatores externos. É a motivação gerada por processos de reforço e punição.

      No entanto, não podemos dizer que a motivação extrínseca é fruto da ação do ambiente e a intrínseca da pessoa, por que, como se verá, a motivação é sempre fruto de uma interação entre a pessoa e o ambiente.

      Importante também é observar que os dois tipos de motivação podem aparecer mesclados, como, por exemplo, quando a pessoa estuda um tema que a interessa (motivação intrínseca) e consegue com isso uma boa nota (reforço: motivação extrínseca).

      Em um experimento clássico, Lepper e seus colaboradores (1973) dividiram um grupo de crianças em três grupos menores: cada um dos grupos recebeu a tarefa de desenhar com canetas coloridas; o primeiro grupo foi informado de que ganhariam um brinde de reconhecimento pelo trabalho, o segundo recebeu um brinde surpresa, sem ter sido informado e o terceiro não recebeu nada. Os autores observaram que todas as crianças desenharam com as canetas – atividade apreciada pelas crianças – mas as crianças a quem havia sido prometido um brinde desenharam muito menos e com menos entusiasmo do que as outras, o que os levou à conclusão de que a promessa de uma recompensa pelo trabalho diminuiu a motivação intrínseca das crianças em fazer algo que elas gostam.

      Além da Motivação Financeira

      Nas organizações empresariais a busca por resultados competitivos são intensos e incessante. Para alcançar  os objetivos e extrair o máximo dos profissionais, as empresas criam sistemas  de gratificação financeira, onde cada meta atingida pelo indivíduo lhe dá direito a um acréscimo salarial.

      Vimos que esse tipo de motivação é chamada de “motivação extrínseca”, ou seja, se trata de uma motivação externa em que o indivíduo é recompensado pela execução de atividades.

      Muitos de vocês dirão que a motivação financeira é a forma correta de motivar pessoas em ambientes empresariais.

      Estudos recentes comprovam que a motivação financeira não ajuda as pessoas  a se tornarem felizes com o que elas fazem.

      Em um estudo realizado pelos pesquisadores Yook Jik Cho e James Perry, que mostrou que os níveis de engajamento dos funcionários eram três vezes mais fortemente relacionados a motivos intrínsecos que extrínsecos, mas que ambos os motivos tendem a se cancelar mutuamente. Isso significa que os funcionários que estão intrinsecamente motivados são três vezes mais engajados do que os que estão extrinsecamente motivados (como por dinheiro). Em resumo, é mais provável que você goste do seu trabalho se puder concentrar-se nele, do que se estiver focado no dinheiro.

      Baseado nestes estudos, entendemos que a melhor formar de motivar pessoas e equipes é pela “MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA”.

      Equipes mais felizes, aumentam a produtividade e melhoram os resultados!

      Segundo Jurgen Appelo, existe 6 regras para recompensas.

      1 – Não prometa recompensas antecipadamente.

      2 – Mantenha as recompensas pequenas.

      3 – Recompensar continuamente.

      4 – Recompensar publicamente, não em particular.

      5 – Recompensar comportamento , não resultado.

      6 – Recompensar pares e subordinados.

      O Kudo Box e os Kudo Cards são ótimas práticas para desencadear a motivação intrínseca.

      O que é “Kudo box”

      KUDO é uma maneira de escrever notas de agradecimento e/ou reconhecimento, que podem ser coletadas em uma caixa e posteriormente lidas em voz alta ou podem ser entregues a companheiros de equipes ou até mesmo colado em paredes.

      Através da utilização deste exercício, você pode esperar que os membros da equipe se sintam apreciado pelos outros. Eu acredito que a maioria de nós, estamos tão ocupados com nossas atividades diárias que nos esquecemos de agradecer o que os outros fazem para a equipe ou a nós.

       “Kudo Box” na Prática

      Escolhemos fazer o exercício na “Daily Meeting”, aonde encerrávamos o encontro com a leitura em voz alta dos “Kudos Cards” e em seguida colávamos no “Kudo Card’s Wall” .

      Para quem recebia um Kudo Card ofereciamos um bombom.

      Como elaboramos.

      1. Primeiro criamos o nosso “Kudo Box” e inserimos em um ambiente visível para que todo a equipe pudesse visualizar.
      2. Fizemos um pequeno bate papo com a equipe para explicar os benefícios do execício e como funcionaria a dinâmica.
      3. A cada “Daily Meeting” liamos as mensagens e oferecíamos um bombom a pessoa que recebeu a mensagem.
      4. Em seguida adicionávamos as mensagens no “Kudo Card’s Wall” para que todos pudessem ver.
      Kudo Wall

      Com a Adoção da prática, começamos a notar um maior introrsamento e produtividade  da Equipe.

      Compartilhem e Deixem o seu comentário.

      Meu nome é Daniel J. F. Nunes e a ideia é compartilhar.

      Referências:

      • Appelo, Jurgen. Managing for Happiness: Games, Tools, and Practices to Motivate Any Team. 26 jun 2016
      • Appelo, Jurgen. Management 3.0: Leading Agile Developers, Developing Agile Leaders
      •  Lepper, M.R., Greene, D., & Nisbett, R.E. (1973). Undermining children’s intrinsic interest with extrinsic reward: A test of the “overjustification” hypothesis. Journal of Personality and Social Psychology, 28, 129-137.
      • https://en.wikipedia.org/wiki/Edward_L._Deci
      • https://management30.com/practice/kudo-box/
      • wikipedia.org

    4. Delegation Poker

      Delegation Poker

      Delegation Poker – Como prática de Empoderamento de Times Ágeis

      Um dos grandes desafios na utilização do Scrum em empresas que possuem a cultura tradicional de projetos é o empoderamento dos “TIMES”. Então, o empoderamento se torna de fundamental importância para que os times possam atingir a “Auto-organização”.

      Quando falamos de Times auto-organizáveis, não estamos dizendo que as pessoas podem fazer qualquer coisa ou que não existirá a figura de um gerente. Estamos falando de um movimento que reduz a hierarquia e a relação de comando-controle.

      Tão importante quanto equipes auto-organizadas é o papel do gestor, responsável por criar uma cultura que viabilize e proporcione as condições que cada time necessita para fazer um bom trabalho.

      Como o Management 3.0 pode ajudar

      O sucesso do Management 3.0 são as técnicas e práticas para ajudar os gestores a:

      Energizar as pessoas:  Pessoas são a parte mais importante de uma empresa e a gestão deve, portanto, fazer o que for possível para mantê-las ativas, criativas e motivadas.

      Empoderar times: Capacitar pessoas e times para que se concentrem na busca pela autonomia em tomar as decisões necessárias para seu trabalho, com conhecimento , habilidade e alçada para defender seu ponto de vista;

      Alinhar restrições: Uma cultura organizacional aderente a auto-organização exige que o sistema seja claro, transparente quanto ao papel e alçada de cada um. As restrições dirigem a auto-organização na direção certa para geração de valor.

      Desenvolver competências: Times não conseguirão atingir as metas caso alguns de seus membros não forem suficientemente capazes. Gerentes devem contribuir para o desenvolvimento de competências.

      Crescer a Estrutura: Muitos times trabalham dentro de um contexto organizacional complexo, portanto é importante considerar estruturas que promovam a comunicação.

      Melhorar tudo: pessoas, times e organizações precisam melhorar continuamente para evitar falhas sempre que possível.

      Estes são as cinco visões abordadas pelo Management 3.0, todas estão estreitamente ligadas a felicidade dos colaboradores.

      Quando falamos de times auto-organizáveis, não estamos falando de autonomia para fazerem o que quiserem, estamos nos referindo a liberdade para organizar o trabalho de forma que se tornem parte do sistema e que possam obter máximo de valor em suas atividades, com prazer e felicidade.

      Uma prática utilizada pelo management 3.0 para delegar de forma eficiente é o Delegation Baord, e pode ser montando em colaboração com o time através do Delegation poker.

      Delegation Board e Delegation Poker

      É importante que o time participe do processo de delegação, para que possa ser estabelecido um relacionamento de responsabilidade entre o que está sendo delegado e o resultado a ser atingido com a delegação.

      Outro fato importante é que a delegação não é somente uma transferência de responsabilidade, ela deve ser acompanhada e amadurecida ao longo do tempo.

      Normalmente quando fazemos delegação, dizemos pode ou não pode, deve ou não deve, porém, esse tipo de atitude não gera um relacionamento de confiança entre o time e os objetivos a serem atingidos pela delegação.

      Na Gestão 3.0 é apresentado sete níveis de delegação que podem ser aplicados à pessoas, equipes ou papéis para áreas de decisão diferentes.

      Os 7 Níveis de Delegação segundo o Management 3.0

      Dizer – É o primeiro nível, onde você diz o que deve ser feito. Na prática nenhuma responsabilidade é delegada.

      Vender – Você toma a decisão, mas “vende” a ideia ao time, de forma a conquistar seu comprometimento.

      Consultar – Você consulta as ponderações do time antes de tomar a decisão, mas fica claro para todos que ainda é você quem toma a decisão.

      Concordar – Você convida o time para uma discussão onde se busca o consenso do grupo. Todas as opiniões, inclusive a sua, têm o mesmo peso.

      Aconselhar – Você diz para o time qual é a sua opinião, de forma a influenciá-lo, mas deixa que o time tome a decisão final.

      Perguntar – Você é comunicado sobre o que o time decidiu.

      Delegar – Você deixa a decisão de total responsabilidade do time.

      Agora que já expusemos os 7 níveis de delegação, vamos falar de como utilizar o “delegation poker” e “delegation board”.

      Como Utilizar o “Delegation Poker” e o “Deslegation Board”

      O delegation board é uma ferramenta utilizada para dar a transparência necessária para que todos possam tomar ciência de qual será a abordagem de delegação para cada item.

      Segue um exemplo de delegation board:

      A nível de Linha, teremos os itens a serem delegados.
      Na coluna, teremos os níveis de delegação.
      Na célula, o nível de delegação associado a cada item

      O delegation poker é jogo de cartas, aonde cada carta possui um nível de delegação, ou seja, é uma ferramenta de consenso utilizada para engajar todos os envolvidos no processo e definir qual será o nível de delegação para cada tema.

      Utilizamos o “delegation board” para expressar o resultado do “delegation poker”.

      Então, como utilizamos essas ferramentas na prática?

      1. O primeiro passo é criar o “delegation board”, criando uma lista de itens que deverão ser delegados.
      2. Reunimos todos os envolvidos em um mesmo local e distribuímos um baralho, com os níveis de delegação, para cada integrante.
      3. Os envolvidos selecionam um item para iniciar o jogo.
      4. Todos os envolvidos jogam ao mesmo tempo, a carta com um nível escolhido.
      5. Discutimos o resultado, caso ocorra divergência na escolha do nível de delegação.
      6. É feito uma nova roda até que não haja mais divergências.
      7. Repetimos o processo para todos os itens descritos no delegation board.

      Conclusão:

      “Pessoas são a parte mais importante de uma empresa e a gestão deve, portanto, fazer o que for possível para mantê-las ativas, criativas e motivadas.”

      Com a apresentação dessas duas práticas conseguimos criar um ambiente favorável para aumentar a responsabilidade, poder e influência do time dentro da organização, iniciando um movimento de auto-organização.

      O management 3.0 vem em linha com a cultura ágil, quebrando o paradigma da gestão tradicional, tornando o sistema mais fértil para adoção do Scrum ou qualquer outro framework / método ágil.

      Grande Abraço e até breve.

      Referências:

    5. Personal Maps

      Personal Maps

      Personal Maps para diminuir a Distância entre Pessoas

      Personal Map é uma ferramenta do Management 3.0 aonde as informações pessoais é a matéria prima para sua construção. O princípal objetivo é diminuir a distância entre os membros do time.

      A ideia é construir um mapa mental com as informações pessoais de cada um, como família, educação, trabalho, hobbies, valores, amigos, objetivos, entre outros. Na imagem abaixo você pode conferir um exemplo construído em um treinamento preparatório para certificação “Scrum Master”.

      Essa ferramenta está descrita no livro: Managing for Happiness de Jurgen Appelo.

      Personal Maps Como Dinâmica de Quebra Gelo.

      Quebra gelo é um termo popular para romper com as formalidades e descontrair as pessoas a sua volta, em se tratando de atividades e dinâmicas de grupos, as dinâmicas de quebra gelo são populares, divertidas e cheias de motivação, ajudando a descontrair as pessoas e proporcionando uma melhor integração do grupo ou equipe de trabalho.

      O Primeiro passo para iniciarmos a dinâmica é explicar o objetivo do “Personal Map”.

      Depois da explicação dos objetivos, seguimos os passos abaixo:

      1. Peço que o time se organize em duplas.
      2. Em seguida distribuímos uma folha de papel sulfite e muitas canetas coloridas para cada membro da dupla.
      3. Pedimos que cada um desenhe um círculo e escreva o nome e faça uma caricatura do seu parceiro dentro do círculo.
      4. Em seguida a dupla começa a fazer perguntas um para os outros, desenhando o “Personal Map”.
      5. Após a conclusão do desenho a dupla faz a apresentação do para o resto do grupo.

       

      Personal Maps
      Personal Maps

      A apresentação é a parte mais divertida, pois falam sobre futebol empresas que já trabalharam entre outros assuntos.

      Esse bate papo que acontece na criação e na apresentação dos mapas pessoais, aproxima o grupo e diminui as barreiras entre as pessoas, deixando o time mais a vontade para iniciarmos o treinamento.

      Conclusão

      Com essa dinâmica conseguimos tornar o grupo mais coeso, criando um ambiente agradável e acolhedor para o aprendizado pessoal, fazendo com que todos aprendam e participem cada vez mais.

      Espero que tenham gostado dessa prática.

      Não esqueçam de deixar um comentário e compartilhar a sua experiência com o “Personal Map”.

      Meu nome é Daniel J. F. Nunes e a ideia é compartilhar.

      Referências:

    6. Criando sua conta no supabase

      Criando sua conta no supabase

      A criação de um novo usuário no Supabase é um processo bem direto exigindo apenas um e-mail e uma senha do lado do cliente para registrar o usuário no seu banco de dados e sistema de autenticação, o que é seguido por um e-mail de confirmação que o próprio Supabase gerencia para verificar o endereço do novo usuário, garantindo uma autenticação rápida e segura.

      Siga os passos abaixo

      1- Criando Conta no supabase (https://supabase.com/)

      1.1 Inicie o cadastro da nova conta no “Started your project” na tela inicial (https://supabase.com/)

      1.2 Você será redirecionado para uma tela de “Sign in” e “Sign Up Now”. Acesse o link Sign Up Now abaixo do botão verde de “Sign in” para habilitar os campos de criação de usuário.
      1.3 Adicione seus dados de email e senha na tela de e crie o usuário no botão “sign-up” https://supabase.com/dashboard/sign-up.
      1.4 Faça o processo de checagem de email para confirmar a sua conta
      1.5 Após confirmação, você será redirecionado para tela de criação de nova Organização. Conforme tela abaixo:

      obs: adicione as informações da sua organização, os dados da tela abaixo são meramente ilustrativos.

      1.5 Crie o novo projeto conforme tela abaixo:

      Para que inicie o desenvolvimento do seu banco de dados, será necessário a criação de um projeto.

      Obs: Crie um projeto com sua infomações. Os dados abaixo são meramente ilustrativos

      1.6 Projeto pronto para ser utilizado

      Conclusão

      A partir de agora você já consegue utilizar o supabase e conectar nas suas aplicações de IA

      Referências:

      Autor: Daniel J. F. Nunes https://www.linkedin.com/in/danieljfnunes

      Site da Supabase: https://supabase.com/


      Conheça a formação de Gestor de Agentes de IA para negócios


    7. Criando uma conta de teste no n8n

      Criando uma conta de teste no n8n

      Quer simplificar seu fluxo de trabalho e conectar seus aplicativos favoritos sem precisar de código? O n8n é a ferramenta de automação perfeita para você!

      Neste post, você aprenderá o passo a passo completo para criar sua conta no n8n. Mostraremos como configurar tudo rapidamente.

      1- Criando Conta no n8n (https://n8n.io/)

      1.1 Inicie o cadastro da nova conta no “Get Started” na tela inicial (https://n8n.io/)
      1.2 Preencha o cadastro do formulário de criação de conta e inicie o teste de 14 dias no botão “Start free 14-day trial
      • O campo “Account name” é o nome que você irá dar para o seu espaço do n8n. A url para chamar seu ambiente será {Account name}.app.n8n.cloud
      1.3 Responda as 5 perguntas para finalizar o cadastro:

      Tradução Literal

      • “[1/5] Tamanho da sua empresa?”
      • “[2/5] Qual time você apoia?”
      • “[3/5] O que melhor descreve sua empresa?”
      • “[4/5] Qual destas opções você se sente confortável em fazer?”
      • “[5/5] Como você ficou sabendo do n8n?”

       

       

      1.4 Responda a pergunta:

      “Quais aplicativos você planeja usar?” Tentaremos ajudar você a começar com algumas sugestões de fluxo de trabalho.

      Selecione os aplicativos que deseja ou aperte “Skip” para continuar”

      1.5 Etapa: Convide membros da equipe para seu espaço de trabalho.

      Convide alguém para o seu board ou ou aperte “Skip” para continuar”

      1.6 Seu espaço de trabalho está pronto! Comece a automatizar. “Start automating”
      1.7 Ambiente pronto para automatizar e criar os seus agentes de IA

      Conclusão

      Ambiente do n8n pronto para criar automações


      Conheça a formação de Gestor de Agentes de IA para negócios